Quando, faz diferença


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Observe bem o título.

Agora siga com a leitura.

 

É comum transitar pela internet, receber por email ou Whatsapp e, até mesmo ver, pelas ruas, mensagens das mais diversas, sobre todos os temas possíveis. Muitas vezes, movidos pelo desejo de impressionar um cliente ou a sociedade à volta, escolhe-se o uso de uma linguagem mais formal, com palavras rebuscadas, no intuito de causar impacto e denotar um conhecimento que, muitas vezes, não se tem até.

Não que seja errado usar uma linguagem mais formal, entretanto, é preciso saber a hora, o momento certo para se usar uma “palavra difícil” sem que o “alvo” da comunicação se sinta confuso ou, até, diminuído por não entender o que foi passado. Uma boa linguagem, mas de fácil entendimento, é essencial para que a comunicação obtenha um resultado efetivo, positivo e transpareça seriedade, conhecimento técnico.

Manter uma boa imagem pessoal ou corporativa é necessário, mas não pode ser feito unicamente.  Alinhar a imagem, para que o cliente/porta voz esteja sempre muito bem apresentável ao público é um dos pontos necessários para uma comunicação efetiva, de sucesso. É preciso observar também na forma como ele se comunica com os demais, oralmente ou pela escrita.

Erros de português, de concordância ou da própria escrita, vem se tornando cada vez mais comuns devido ao auxílio que o mundo digital presta com reduções de palavras e expressões únicas, que se tornam cada vez mais comum. É cada vez mais comum se deparar com pronúncias erradas, letras trocadas, falta de concordância de tal forma que, por ser comum, não reparamos devidamente – ao menos a princípio – nos erros. E é ai que mora o erro: nas falta de percepção, estraga-se todo um trabalho de imagem.

Ao preparar um discurso ou pronunciamento, é preciso levar em conta o tipo de cliente que se tem e, também, o público alvo a receber, prioritariamente, esta comunicação e o efeito que se busca com ela. Se o cliente tem histórico de comunicação repleta de pequenos erros gramaticais, de concordância ou fala, pode-se consertar isso para que, ao apresentar-se publicamente, não haja um prejuízo da imagem mas sim sua melhora – quase que instantânea, pois o público notará a evolução que o cliente veio conquistando. Se o público alvo é mais instruído, por exemplo, repleto de doutores e demais acadêmicos, então não é um erro usar de termos técnicos ou palavras rebuscadas.

Em contrapartida, quando se busca conquistar um público mais generalizado, incluindo assim pessoas mais simples que, nem sempre, podem ter conhecimento mais aprofundado sobre qualquer que seja o tema, é preciso levar muito em consideração isso para que seja desenvolvido um trabalho de comunicação limpo, direto e de fácil entendimento.

A linguagem, assim como a imagem, pesa muito e ambas caminham sempre juntas. É preciso muito discernimento, coerência com um toque de ousadia às vezes, para que o trabalho atinja o objetivo e vá além. A imagem apresentará o tipo do cliente, se ele é do tipo que “põe a mão na massa” ou que “passa mais tempo no escritório” mas, se a linguagem usada para verbalizar o que o alvo não conseguiu ver seguir na contramão, o trabalho todo pode ser perdido ou danificado.

Guarde sempre em mente: imagem e linguagem caminham sempre juntas e se a apresentação verbal não for condizente com o que se quer apresentar, não prossiga com o trabalho. Preparação nunca é demais, mesmo que o tempo seja curto.

Agora sim, o título deste artigo deve fazer um pouco mais de sentido a você, não é?

Em breve, abordarei sobre linguagem corporal e sua importância na comunicação (inclusive na área de vendas). Fique ligado!