Qual o potencial de energia renovável no Brasil?


imprimir
O Brasil conta com várias fontes produtoras de energia renovável, porém muito pouco utiliza. O Brasil tem dimensões continentais e vasta extensão de terra na faixa tropical, além de imensa costa banhada pelo Atlântico. Entretanto ainda é mínimo o aproveitamento da luz solar para conversão em energia elétrica, ou seja equivalente apenas 0,01% e a previsão é que somente em 2050 irá alcançar 13% da geração de energia elétrica a partir da energia solar. O mesmo ocorre com relação a geração de energia elétrica a partir da energia eólica.Um ponto comparativo é que na Dinamarca 42% de toda energia consumida no país é de origem eólica, no Brasil o percentual é apenas de 0,9%. Portugal já inaugurou o projeto ENERSIS com 3 máquinas que produzirão 750KW a partir da maremotriz (força das marés convertidas em energia elétrica).

maremotrizNo Brasil o estudo ainda esta em fase piloto da barragem de Bacanga em São Luiz do Maranhão. Por ser considerado de menor custo final o Brasil tem ao longo do tempo investindo na produção de energia Hidroelétrica, que em primeiro momento pode parecer vantajoso para o consumidor, entretanto vários problemas dispendiosos surgem a partir desta escolha, como por exemplo o volume de investimentos, imensas áreas alagadas, desapropriação, remanejamento da população local, alteração da flora e da fauna, custo de equipamento e linhas de transmissão. De forma que, o custo mensal do consumo de energia elétrica, quer seja comercial, residencial ou industrial, é muito alto e, somente no ano de 2016, já sofreu um reajuste superior a 60%.

hidreletrica-2Considerando que a demanda de energia elétrica é altíssima. Destacam-se três pontos nodais. Primeiro pelo consumo residencial em decorrência da densidade demográfica nos grandes centros urbanos. Segundo em decorrência do consumo pelos meios de mobilidade urbana, por via férrea, metrô ou trólebus ligados a rede elétrica. Terceiro pela demanda contratada pelos Shoppings Centers ou indústrias de grande porte com consumo de energia elétrica na ordem de GW ou kW dia.
Uma vez que os recursos hídricos são cada vez mais escassos para propiciar construção de usinas hidrelétricas e o custo para implantação de fonte alternativa de energia não tem recebido incentivos fiscais, que estimulem a produção em massa destes recursos. Desta forma, tem sido constante a busca de alternativas legais, eficazes e ecossustentáveis para redução do consumo de energia elétrica e sua repercussão no cotidiano das pessoas por afetar desde o rateio de despesas condominiais, custo operacional de produção e, até mesmo, custo final dos produtos de consumo, manutenção, conservação e asseio.

Outro ponto a ser considerado é que a energia fornecida apresenta variáveis tais como ruído, harmônicos, irregularidades no fator de potência, desproporção entre a energia ativa (kW) e energia reativa (kVA) e até distorções na senoide, que nem sempre o simples aterramento é capaz de equacionar o problema, daí a necessidade de se buscar filtros que possam minimizar as distorções e possibilitar uma economicidade para o consumidor final.

Placa fotovoltaicaPor iniciativa nossa e apoio do Advogado Washington Luiz da Rocha, o vereador Marcelino de Almeida apresentou um Projeto de Lei para instituir o Programa de Projeto Alternativo de economizador de energia elétrica a base de filtro capacitivo, condensador a seco com tecnologia de grafeno, bateria íon-lítio ou similar, como medida legal e eficaz, objetivando reduzir as distorções na energia elétrica fornecida e, por conseqüência, uma redução na demanda significando uma economia para o consumidor final.

Na qualidade de consultores especialistas em otimização de matrizes energéticas, produtos ecossustentáveis para adequação das instalações ao meio ambiente sugerimos os seguintes caminhos:

1) Medição e verificação da iluminação ambiente, para que, se for o caso, um retrofit com lâmpadas leds para redução do custo de energia elétrica e melhoria da qualidade da iluminação;

2) Estudo energético que compreende a análise das contas de consumo para verificação da ocorrência ou não de sobrevoltagem, penalizações, acréscimos e identificação de qual volume de energia elétrica poderia ser reduzido para compreender qual seria a redução real através dos dispositivos de economia de energia acima elencados.

3) Não sendo significativa a redução do consumo de energia elétrica apenas com os dispositivos economizadores de energia, a solução viável é a fonte alternativa de energia renovável para qual sugerimos a placa solar fotovoltaica, capaz de gerar uma autonomia energética de 80% a 100% regulamentada pela Resolução nº 482/2012 da ANEEL e o Projeto de Lei nº 111/2015 de autoria do Deputado Estadual Carlos Minc.

Consultor: Dr. Nelson Roberto FerreiraFOTO_NELSON

Diretor-Presidente da Ecossustentabilidade Consultoria

Perito Grafotécnico e Imobiliário

Bacharel em Direito

Ex-técnico de pesquisa do LEM/DEC PUC-RJ

Laboratório de estruturas e materiais de construção do Departamento de

Eng. Civil da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro