Imagem e Postura Profissional


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A imagem pessoal e profissional tem um peso enorme e, ao mesmo tempo, é imprescindível a quem quer conquistar novas posições no mercado de trabalho, ou em sua atual empresa. Seja um representante que vem oferecer ou apresentar um novo produto, uma nova marca, ou um candidato à vaga de emprego, a primeira imagem será, sempre, a que definirá o fechamento da negociação.

Uma postura clara, objetiva e educada, adornada por uma linguagem apropriada à ocasião e, para completar, uma aparência que lembre e valorize você e o seu produto são itens básico e necessários mas que, nem sempre, são lembrados e cuidados em sua totalidade. Não vale apenas saber cada detalhe do produto, a porcentagem de vendas no último semestre, o modo como ele pode mudar a vida do cliente ou o preço pelo qual ele pode ser negociado se, por descuido ou impercepção, suas palavras não forem claras o suficiente ao cliente, se houve exitação ao responder uma pergunta ou, ainda, se a reunião exigia um dress code social e você, por não se atentar a detalhes, chegou de calça jeans, tênis e uma camisa com marcas de uso.

A imagem hoje, mais do que nunca, diz muito sobre quem a apresenta e, se não cuidarmos com o que vestimos, dizemos, postamos nas redes sociais ou, até mesmo, como escrevemos nossos emails mesmo quando já conhecemos o cliente ou a empresa dele, podemos perder parcerias importantes, vitais. Com o advento das redes sociais, este assunto ganhou mais palco ainda, com a facilidade em que nossos perfis podem ser localizados na rede, nossas fotos e amigos podem revelar detalhes da intimidade que, ao contrário do que alguns pensam, fazem muita diferença quando confrontados com a postura profissional.

Quando se pensa em imagem pessoal, não se envolve somente a roupa que será usada mas, também, a postura de ação e o linguajar, que devem transmitir confiança, vender uma ideia e, de imediato, fazer com que o interlocutor compre e revenda esta mesma.

Um bom exemplo a ser relembrado são as campanhas políticas. A cada dois anos temos um pleito eleitoral e, inquestionávelmente, sempre visualizamos “novas caras” concorrendo a um cargo eletivo, algumas delas conseguem ganhar de uma forma incrível. Mas o que os faz ganhar sendo que, para muitos, o candidato mal surgiu no campo? A resposta é simples e objetiva: a imagem que ele vendeu conquistou e aproximou o eleitorado. E não é preciso muito para atingir essa meta.

Nos pleitos eleitorais, ainda seguindo o exemplo acima, quando um candidato monta seu plano de governo ele já sabe qual o público precisa cativar, a quem precisa se aliar e como deve se portar. Se eu pretendo representar a classe operária, por exemplo, não posso me expor sempre de terno, totalmente asseado. Preciso, literalmente, dobrar as mangas, ir à campo, “suar a camisa”, para que o meu eleitorado entenda que eu o represento, que eu “coloco a mão na massa”, que eu faço. Preciso ter uma linguagem simples, porém bem fundada em dados, expor minhas propostas claramente e, ao mesmo tempo, trbalhar e fortalecer números – atuais e esperados para o período de representação executiva ou legislativa.

Trazendo agora para o campo corporativo, esse plano, tais necessidades, elas não mudam. Se eu preciso reunir uma equipe que, por alguma razão se separou, preciso identificar o problema, estar ao lado dela durante a resolução do problema e, também, mostrar o valor de cada um dentro da empresa e do projeto, retomando a harmonia no ambiente e, também, reunindo as forças outrora enfraquecidas. A imagem, a linguagem e a postura usada durante esse processo de “re-união” serão de extrema importância para fortalecer a base da equipe.

Assim como tem extrema importância o cuidado com a imagem pessoal, é preciso atentar-se para exageros também. Demonstrar valor apenas por objetos (uma caneta, anéis, ressaltar o gosto por itens de valor elevado, itens do tipo), carregar demais na maquiagem, usar um sapato desconfortável apenas pela beleza dele são detalhes que, inconscientemente, passam despercebidos a quem os detém mas, a quem observa, são explícitos. É o que diz a velha regra, a qual prefiro chamar de conselho, quando se tem uma reunião ou uma entrevista de recolocação: estudar sobre a empresa ou o assunto a ser tratado; não decorar dados e ser o mais espontâneo possível, sempre respeitando o ambiente onde se encontra; não querer usar palavras difíceis sem saber seu significado ou, pior ainda, sua pronúncia exata. Quando se foca muito nestes detalhes, esquece-se do que realmente importa e, consequentemente, o desempenho durante a reunião será desastroso.

Para encerrar, deixo as seguintes perguntas: se lembra da última reunião em que participou? Se não, pense então na última vez que conversou com alguém dentro e fora da empresa. No caso da reunião, como você acha que transmitiu sua imagem e sua ideia e o que acha ser possível de melhorar?

No caso da conversa com um colega de trabalho – aqui não importa o cargo – reflita: você foi claro, manteve uma postura profissional ao se referir à empresa? Como ou quais foram as palavras de impacto que você usou para se referir a algo ligado à empresa e qual o peso delas no ouvido de quem lhe ouviu?